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Noutro tópico, aludi à já conhecida antena Moxon e prometi fotos da que construí, destinada à banda 87,5-108, e logo que pudesse tirá-la colocá-la-ia aqui.
Julgo que seja mais apropriado trazer este tema p/ um tópico sobre antenas em geral em vez de colocá-lo sob um dos títulos já abertos sobre rxs e antenas.
Eis, pois, as fotos da m/ Moxon cortada p/ o centro da referida faixa:
vista do lado do elemento excitado
vista do lado do ele. reflector
vista lateral do transformador co-axial 50-75 Ohm; o pequeno troço de cabo de 75 está ligado ao dito transf. e termina numa simples ficha do tipo F.
Estas fichas F são bastante práticas mas p/ cabo cujo condutor seja rígido, já que estão desprovidas de perno, que é a ponta do cabo. O cabo de 50 Ohm não tem esta característica: o condutor central é multifilar.
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Carlos Gonçalves.
Carlos Gonçalves Comentou:
O cabo de 50 Ohm não tem esta característica: o condutor central é multifilar.
Então é essa a diferença visivel entre um cabo de 50 Ω e um de 75 Ω?
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"Cylon":
Bom, abstraindo outras características, até se poderia dizer que a diferença mais notótia é na cor! Isto é absolutamente irrelevante, claro, mas o que apontou é uma das características mais fáceis de notar.
Enquanto lê isto, e se ainda for a tempo, "aponte" o seu Sangean p/ os 13730 kHz...
Porém, a questão da impedância não está relacionada c/ o facto de o condutor (tenho referido "condutor central" por questões práticas, mas um cabo co-axial destes tem apenas um condutor - o central) ser ou não multifilar, ter a malha às riscas ou o que se quider, um ser branco ou preto. A Z estará definida pela relação entre o condutor e malha.
O cabo de 75 é mais uma aplicação caseira, como calcula, e é normalmente enfiado em tubagem, logo, convém que o condutor seja rígido p/ facilitar a operação. Experimente fazê-lo c/ o cabo de 50, principalmente o de pequeno diâmetro ou mesmo c/ o RG58!
O cabo de 50 Ohm costuma estar exposto, e a cor preta (enfim, tècnicamente, o preto não é uma cor, mas a ausência dela, tal como branco é a mistura de todas), c/ ou s/ tratamento anti-UV, é a que melhor se adapta ao "bombardeamento" solar. Essa é a principal razão pela qual os cabos de distribuição da EDP e dos telefones são pretos. Ficam "muito bem" percorrendo as fachadas alvas, mas é a melhor alternativa p/ durabilidade.
Quanto à Moxon da foto, ainda não foi desta que desmontei a Yagi-Uda e coloquei a Moxon no seu lugar p/ que a comparação fosse feita c/ o mínimo de alterações no resto.
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Carlos Gonçalves.
Voltando à Yagi-Uda documentada no Fórum "avariado"...
As únicas fotos desta Yagi-Uda que inseri mostravam-na ainda no solo.
Esta e a Moxon, já pormenorizada e documentada aqui, podem ser construídas c/ materiais simples, sendo a despesa final irrisória.
Ah, ainda não foi desta que desmontei a desta foto e coloquei no seu lugar a Moxon p/ comparar.
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Carlos Gonçalves.
Cumprimentos, caro Carlos Gonçalves, desde há já algum tempo. Não sei porque carga de água, mas este tópico não me tem aparecido na lista das últimas mensagens, pelo que tenho demorado todo este tempo a responder-lhe.
Confesso-lhe que ainda não tive opurtunidade de fazer a montagem de uma antena exterior numa das janelas de minha casa. Mas ando a estudar possibilidades. Agradeço-lhe também a explicação dada àcerca do cabo de 50 Ω. Já agora - e espero não ter feito já esta pergunta algures - como se determina, ou até mede, a impedância de uma antena? É possível elaborar, de raiz, uma antena de 75 Ω evitando, assim, o uso de transformadores?
Offline
"Cylon":
Começo por responder-lhe sugerindo-lhe que, se ainda não montou qq. antena ext., não complique o que - pelas contingências já conhecidas - terá que ser necessàriamente simples. Opte, pois, por gastar o mín., socorrendo-se de uma cana de pesca telescópica, do maior comprimento que consiga encontrar, e, de preferência que seja desmontável ao invés de uma antena telescópical típica.
Explico-me melhor. A maioria das canas (que, acredite ou não, são material profusamente utilizado por muitos, radioamadores ou não) montadas à semelhança de uma ant. telesc.: "crescem" a partir da base, do elemento de maior diâmetro: à partida, significa que deveremos bloquear os elementos, caso contrário, c/ as oscilações, pode decer toda.
Se encontrar uma cuja montagem comece por baixo, terá o elem. mais fino sobre o "vizinho" de baixo e assim sucessivamente. Existem - tenho uma, de 8 m, que está montada há perto de 4 anos e serve de suporte de uma K9AY.
__________
A impedância - medi-la. Dou-lhe por conselho não maçar-se c/ hipotéticas medidas de impedância numa antena que construa, mormente numa antena rudimentar, de recurso. Há aparelhos que conseguem medir a Z.
Já que está inclinado p/ os 75 Ohm por causa do cabo, há antenas que têm esta impedância, por ex., o dipolo tradicional, desde que esteja montado em determinados moldes. A própria altura a nível do solo faz variar a Z, logo, não é algo que possamos imaginar como entidade rígida: é influenciável por vários factores.
Se quiser começar de base, seguindo, em parte, as sugestões do Jürgen Martens, então, não complique, use cabo de 75 Ohm e ligue-o directamente - garanto-lhe que o Sangean captará melhor... mas, atenção, c/ estes portáteis, não convém usar os chamados fios longos c/ muitos metros - serão meio caminho andado p/ sobrecarregar o circuito detector do rx e gerar uma infinidade de espúrios, modulação cruzada.
Numa segunda fase, eu começaria por ir investigando mais e mais sobre antenas, rxs.
Os transformadores em que eu talvez teime em excesso são necessários e pode crer que fazem muita diferença. Falo-lhe do m/ caso em particular; já verificou que não são as estações ditas internacionais, as que muitos kW que constam nas m/ captações - são justamente as outras. Ora p/ essas há todo o interesse em munirmo-nos de antenas específicas cujo rendimento ficaria muito aquém do possível ou até muitíssimo reduzido não fossem elas alimentadas da forma mais correcta.
Mais, como as dimensiono p/ as freqs. que pretendo (sempre dentro de um compromisso, naturalmente), tb. os transformadores (que construo) são talhados consoante o pretendido: no material, nos enrolamentos, nos núcleos desse material.
Um pequeno intervalo, já que falamos de transformadores de antena... e a tal Yagi-Uda nem ter um! Dir-me-á que vai contra o que advogo. Vai, mesmo tratando-se de uma antena que só utilizo em recepção (asseguro-lhe que tb. pode ser usada em tx), *deveria" ter um transformador, no caso, de 1:1, i.e., 75/75 Ohm. Só assim se consegue distribuição mais homogénea da corrente na antena e minimização de perdas no cabo. Olhe, só não construí um porque não disponho de ferrites apropriadas, se bem que poderia optar por um transf. co-axial, como o da Moxon. Ou seja, não foi por mero acaso que esta Yagi ficou mais pobre.
Não faz sentido, neste Fórum, entrar em pormenores daqueles, apenas venho mencionando os transformadores e outros itens... como rxs... c/ o intuito de ajudar e cativar mais potenciais interessados. Haverá por aí muitos que não saberão por onde começar.
Espero não tê-lo confundido (ainda mais?) c/ tudo isto. Já sabe: sempre que desejar, pergunte. Se eu não puder ajudá-lo, tb. lho direi.
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Carlos Gonçalves.
Último comentário por Carlos Gonçalves (2009-01-21 00:18:42)
"Cylon":
Sugiro-lhe que visite estas págs.:
http://www.st-andrews.ac.uk/~www_pa/Sco … page4.html
http://www.hard-core-dx.com/nordicdx/an … aloop.html
http://www.dobe.com/wts/funk/page6.html
Longe de terem tudo o que possamos imaginar, elas possuem, todavia, bastante material de interesse p/ quem deseja construir e aprender.
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Carlos Gonçalves.
"Cylon" e, òbviamente, demais interessados:
Como "anda às voltas" c/ ideias sobre como construir uma antena simples, que ocupe pouco espaço e interfira mìnimamente c/ o local onde reside, sugiro que leia 2 dos artigos incluídos em "Dallas Files" (ver coluna à esqª) em http://www.kongsfjord.no/
No quadro "Antenas e Pré-amplificadores", veja o 5º ("MW & LW Noise Reducing Antennae") e o 8º ("Short Multi-element LW-MW-SW Vertical Receiving Antennae").
Comentários.
Artigo nº 5. Guarde o artigo .pdf, leia-o e, dos esquemas contidos, considere o que está na fig. 5A, "My New Noise Reducing Vertical Antenna"), não os outros.
Artigo nº 8. Guarde tb. o .pdf (são só 2 págs.). Mais simples que o vem lá, é difícil de pedir.
Já sei... dir-me-á que esbarrou c/ o óbice dos transformadores, mas, mais tarde ou mais cedo acabará por enveredar por aí, a menos que desista e comece a pensar que de pouco terá valido comprar o ATS909. Eu lamentaria imenso, se isso acontesse - espero que não!
Tanto a si como a outros experimentadores em potência - porque é nisto que reside uma parte substancial do interesse! -, incito a que busquem informação, se documentem e aprendam.
Da m/ parte, tb. estou muito tentado a construir essas sugestões do Dallas Lankford.
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Carlos Gonçalves.
Último comentário por Carlos Gonçalves (2009-01-23 17:59:21)
"Cylon":
Voltei aqui só p/ dizer-lhe que já construí e testei, ainda que superficialmente, um das sugestões de Dallas Lankford, v.g. a descrita em "MW & LW Noise Reducing Antennae."
Refiro-me à vertical de 9 m+4,5 m c/ o transf. a meio e o outro na base.
Os testes chegaram p/ que chegasse à conclusão que deveria desmontar uma outra vertical helicoidal não indutiva que fiz há anos.
Só me resta passar esta nova vertical p/ o suporte definitivo (isto de "definitivo", em antenas, é... subjectivo) - sempre são 13,5-14 m de altura! Enquanto não o faço, utilizarei o tal mastro Spiderbeam de 12 m + extensão e, quando o tempo permitir, fotografá-la-ei.
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Carlos Gonçalves.
A propósito de antenas... mas tb. rxs, mormente o AOR AR-7030 (ou 7030+ ?) e os dois definindos por computador.
http://www.youtube.com/watch?v=4ZbJ0Wy1Q64
Logo no princípio, surge algo etiquetado pela da http://www.amantesdoradio.com.br/ - a antena direccional descrita em http://www.amantesdoradio.com.br/loja/rgp3/index.htm Infelizmente, a etiqueta nesta RGP3 ilude um pouco o potencial comprador: ela é de ferrite, não de quadro ("loop", como escrevem). Como se pode ver nas demonstrações do grupo italiano e em Amantes "do" Rádio, ela trabalha por indução.
Segue-se-lhe outra do género (p/ interior), mas de quadro - a Kiwa.
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Carlos Gonçalves.
Último comentário por Carlos Gonçalves (2009-02-02 20:25:46)
Carlos Gonçalves:
Olá, aqui há um ano fiz-lhe uma pergunta sobre onda média à noite. Hoje venho fazer-lhe duas questões:
1-Que radio com receptor AM, me aconselharia a comprar, portátil, visto que tenho vários, e cada um deles apresenta uma captação (sensibilidade) diferente, e eu estaria interessado num com boa captação para ouvir rádios estrangeiras à noite. Se me puder indicar e esclarecer, agradeço.
2-Adquiri à pouco tempo o Maycom AR-108, receptor de banda aérea e VHF dos 108Mhz aos 180Mhz, consigo ouvir radio táxis aqui no porto e também algumas conversas de radio amador. Se me soubesse informar, gostaria de adquirir uma antena maior, para substituir em casa a pequena que vem com o radio, com vista a captar mais emissões e de mais localidades distantes. Preciso de saber que antena tenho de adquirir.
Se me conseguir ajudar nestas duas questões, agradeço.
Carlos Ferreira
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